quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O QUE DIZ A IGREJA SOBRE A RCC?

Em 1973 o Papa Paulo VI recebia no Vaticano, com o falecido cardeal Leo Joseph Suenens, os lideres da RCC no mundo. Paulo VI os acolheu com alegria.

Podemos dizer que o Papa João XXIII foi precursor da RCC.
Ao abrir o Concilio Vaticano II, em 1963 ele rezou: 
“Repita-se no povo cristão o espetáculo dos Apóstolos reunidos em Jerusalém, depois da ascensão de Jesus ao céu, quando a Igreja nascente se encontrou reunida em comunhão de pensamento e de oração com Pedro e em torno de Pedro, pastor dos cordeiros e das ovelhas. Digne-se o Divino Espírito escutar da forma mais consoladora a oração que sobe a Ele de todas as partes da terra. Que Ele renove em nosso tempo os prodígios como de um novo Pentecostes, e conceda que a Santa Igreja, permanecendo unânime na oração, com Maria, a Mãe de Jesus, e sob a direção de Pedro, dilate o Reino do Divino Salvador, Reino de Verdade e Justiça, Reino de amor e de paz”.

No pontificado de João Paulo II a RCC foi reconhecida pelo “Conselho Pontifício para os Leigos”, e hoje envolve mais de 120 milhões de católicos em todo o mundo. 
Ela tem um organismo internacional;
existe o escritório dos «Serviços Internacionais da Renovação Carismática Católica» (ICRSS, por suas siglas em inglês), com sede no Vaticano.
O Papa João Paulo II sempre acolheu amorosamente a RCC; e muitas vezes recebeu os seus líderes em audiência. É importante recordar as suas palavras por causa de suas preciosas orientações.
Em 1992 João Paulo II disse aos líderes da RCC:
“Na alegria e na paz do Espírito Santo, dou as boas vindas ao Conselho Internacional da Renovação Carismática Católica. No momento em que comemorais o 25° aniversário de fundação da Renovação Carismática Católica, uno-me de bom grado a vós, na ação de graças a Deus pelos inúmeros frutos que ela deu à vida da Igreja. A Renovação surgiu nos anos que se seguiram ao Concílio Vaticano II, e foi um dom particular do Espírito Santo à Igreja. 
Foi sinal do desejo que muitos católicos tinham de viver, de maneira mais plena, a sua própria dignidade e vocação batismal, como filhos e filhas adotivas do Pai, de conhecer a força redentora de Cristo, nosso Salvador, numa experiência mais intensa de oração pessoal e coletiva, e de seguir o ensinamento das Escrituras mediante a sua leitura, à luz do mesmo Espírito que inspirou o seu autor.
Certamente um dos resultados mais importantes desse despertar espiritual foi a aumentada sede de santidade, visível nas vidas das pessoas individualmente e na Igreja inteira… Neste momento da história da Igreja, a Renovação Carismática pode desempenhar um papel significativo na promoção da defesa, extremamente necessária, da vida cristã, nas sociedades em que o secularismo e o materialismo enfraqueceram a capacidade que as pessoas têm de responder ao Espírito e de discernir o chamamento amoroso de Deus.
O vosso contributo para a re-evangelização da sociedade será efetuado, em primeiro lugar, mediante o testemunho pessoal do Espírito que habita em nós e  mediante a demonstração da Sua  presença, com obras de santidade e de solidariedade… 
Independentemente da forma que a Renovação Carismática assumir - nas orações de grupo, nas comunidades conventuais de vida e de serviço - o sinal da sua fecundidade espiritual será sempre o fortalecimento da comunhão com a Igreja universal e com as Igrejas locais…
Ao mesmo tempo o aprofundamento da vossa identidade católica, haurindo da riqueza espiritual da Tradição católica, é uma parte insubstituível do vosso contributo ao diálogo ecumênico autêntico que, alimentado pela graça do Espírito Santo, deve levar à perfeição da “comunhão na unidade, na confissão de uma só  fé, na comum celebração do culto divino e na fraterna concórdia da família de Deus”(Unitatis redintegratio, 2).(L’Osservatore Romano, n. 15, 12/4/1992, 4 (184))

Aos participantes do IX Congresso Internacional da Renovação Carismática em outubro 1998, o Papa disse:
“Vocês pertencem a um movimento eclesial. A palavra eclesial implica numa tarefa precisa de formação cristã, envolvendo uma profunda convergência de fé e vida. A fé entusiástica que dá vida às suas comunidades deve ser acompanhada por uma formação cristã que seja abrangente e fiel ao ensinamento da Igreja.”(L’Osservatore Romano, nov 1998.)
Quando da Conferência Internacional da Renovação na Itália em outubro de 1998, ele lhes disse:
”A Renovação Carismática Católica tem ajudado muitos cristãos a redescobrirem a presença e o poder do Espírito Santo em suas vidas, na vida da Igreja e do mundo; e esta redescoberta tem levantado neles uma fé em Cristo cheia de alegria, um grande amor pela Igreja e uma generosa dedicação a sua missão evangelizadora. No ano de 1998 em que dedicamos ao Espírito Santo, eu me uni a vocês no louvor à Deus pelos preciosos frutos que Ele quis trazer à maturidade em suas comunidades e através delas, às Igrejas particulares. Como líderes da Renovação Carismática Católica, uma de suas primeiras tarefas é a de preservar a identidade das comunidades carismáticas espalhadas pelo mundo inteiro, incentivando-as sempre a manter uma ligação estreita e hierárquica com os bispos e com o Papa.”
Os cardeais da Cúria Romana sempre participaram dos eventos da RCC. No XXVII Congresso Nacional italiano, em Rímini, em 30 de abril de 2004 estiveram presentes o cardeal Giovanni Battista Re, então Prefeito da Congregação para os Bispos, o cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e o padre Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia. Isto mostra o real apoio da Santa Sé a RCC. Ninguém pode negar isto.
A Renovação Carismática não é um movimento uniforme; mas, como dizia o cardeal Suenens e diz o padre Raniero Cantalamessa, “é uma corrente de graça para toda a Igreja católica.”
Ela não é um simples movimento a mais da Igreja; é a própria Igreja em movimento pelo poder do Espírito Santo. Todos os cristãos de todos os movimentos precisam ser renovados no Espírito Santo; e esta é a missão da RCC.
O Pe. Raniero Cantalamessa, que desde 1978 é o Pregador da Casa Pontifícia, em entrevista concedida à agencia Zenit em Castel Gandolfo, em 25set 2003, disse:
“O batismo no Espírito não é uma invenção humana, é uma invenção divina. É uma renovação do batismo e de toda a vida cristã, de todos os sacramentos. Para mim – ele disse - foi também uma renovação de minha profissão religiosa, de minha confirmação, de minha ordenação sacerdotal… É a graça de um novo Pentecostes… É uma vinda do Espírito Santo que se traduz em arrependimento dos pecados, que faz ver a vida de uma maneira nova, que revela Jesus como o Senhor vivo - não como um personagem do passado - e a Bíblia se converte em uma palavra viva.
A verdade é que não se pode explicar. Para mim tudo o que passou desde 1977 é um fruto de meu batismo no Espírito. Era professor na Universidade. Dedicava-me à pesquisa científica na história das origens cristãs.
E quando aceitei não sem resistência esta experiência, depois tive o chamado de deixar tudo e colocar-me à disposição da pregação, e também a nomeação como pregador da Casa Pontifícia chegou depois de que tinha experimentado esta «ressurreição». 
Vejo isso como uma grande graça. Depois de minha vocação religiosa, a Renovação Carismática foi a graça mais assinalada de minha vida… Quero dizer aos fiéis, aos bispos, aos sacerdotes, que não tenham medo. 
Desconheço por que há medo. Talvez em alguma medida porque esta experiência começou entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes. Contudo, o Papa não tem medo. Falou dos movimentos eclesiais, inclusive da Renovação Carismática, como de sinais de uma nova primavera da Igreja, e muito com freqüência faz referência na importância disso. 
E Paulo VI afirmou que era uma oportunidade para a Igreja. Não há que ter medo.”

Todas essas palavras do Papa João Paulo II e do Pregador do Papa, mostram a grande importância da RCC para a Igreja.
O Papa Bento XVI também ama a RCC; ainda como cardeal e Prefeito da Congregação da Fé, em entrevista ao jornalista italiano Vitório Messori disse: 
“Certamente [a Renovação no Espírito]  trata-se de uma esperança, de um positivo sinal dos tempos, de um dom de Deus para a nossa época. 
É a redescoberta da alegria e da riqueza da oração contra a teoria e práxis sempre mais enrijecidas e ressecadas no tradicionalismo secularizado. 
Eu mesmo constatei pessoalmente a sua eficácia: em Munique, algumas boas vocações ao sacerdócio vieram-me do movimento. Como em todas as realidades entregues ao homem, dizia eu, também esta é exposta a equívocos, a mal-entendidos e a exageros.
O perigo, porém, seria ver apenas os  riscos, e não o dom que nos é oferecido pelo Espírito.
A necessária cautela não muda, portanto, o juízo positivo do conjunto.” (V. Messori, J. Ratzinger, A Fé em Crise? O Cardeal Ratzinger se interroga. E.P.U, São Paulo, 1985, pg. 117-118)

Fonte: Blog do professor Felipe Aquino

domingo, 9 de novembro de 2014

O que é Intercessão

O SIGNIFICADO DA INTERCESSÃO
1 Timóteo 2.1

Introdução
Vamos entrar agora em um estudo muito importante sobre o tema que vocês proporam para este dia:
Quero adiantar que a Intercessão é a chave que move ou retém a mão de Deus.

O apóstolo Paulo declarou que interceder é uma prática que deve ocupar o primeiro lugar em importância na vida da igreja. Ele falou: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens”.

Não há registro de Jesus ter ensinado os seus discípulos a pregar, a adorar... mas ensinou-os a orar.

Há pelo menos três pontos básicos sobre Intercessão, que importa conhecermos bem, a fim de praticarmos com êxito este ministério.

...o primeiro ponto básico sobre o tema “Intercessão”, é este:

O QUE É INTERCESSÃO

Interceder significa literalmente “mediar”, significa fazer mediação.
Interceder é você se colocar no lugar do outro e pleitear, defender, a causa dele.

O intercessor levanta as mãos para Deus e diz: “Senhor, eu me coloco diante do Senhor para lutar em favor de Fulano. Eu apresento a minha vida, a minha fé, a minha insistência como um argumento para que o Senhor abençoe a ele”.

Portanto, o intercessor é alguém que, com humildade, mas com ousadia, “compra briga com Deus”, por assim dizer, em favor de seu semelhante.

...o segundo ponto básico que importa conhecer bem é:

A NECESSIDADE DE INTERCESSORES

É necessário haver intercessores pelo fato de Deus, Santo como é, punir o pecado.
Deus é bom, mas Ele é também Santo e Justo...então, quando o homem peca, Deus o reprova.

A santidade de Deus O leva a punir o pecado, por outro lado, o Amor de Deus O leva a abençoar o pecador com misericórdia.

E aí é que entra a necessidade do intercessor... a necessidade de alguém que se apresente diante do Senhor para fazer com que venha mais graça do que juízo sobre o que pecou.

A mão de Deus pesa sobre o pecador, mas ela pode também ser estendida para abençoar o pecador... portanto, o ministério do Intercessor é precisamente fazer isto: que a mão de Deus venha sobre o pecador para o abençoar.

Se não houver o intercessor, então o que ocorre é que o pecador fica só e debaixo do juízo de Deus.

...o terceiro ponto básico sobre Intercessão, que importa conhecermos bem, a fim de praticarmos este ministério, é que:.

DEUS PROCURA INTERCESSORES

Os intercessores são, muitas vezes, tudo o que Deus precisa para ser movido a abençoar uma pessoa.
Deus é Amor, mas ao mesmo tempo é Santo e Justo... por isso, tem que punir o pecado, tem que condenar o pecado... mas, ainda assim, Deus espera para ter misericórdia.

Vamos ler Ez 22.23-31 a fim de conhecermos o que se passa no coração de Deus: “De novo a palavra do SENHOR veio a mim. Disse ele: 24 “Filho do homem, diga a esta terra: Você é uma terra que não tem tido chuva nem aguaceiros no dia da ira. 25 Há nela uma conspiração de seus príncipes como um leão que ruge ao despedaçar sua presa; devoram pessoas, apanham tesouros e objetos preciosos e fazem muitas viúvas. 26 Seus sacerdotes cometem violência contra a minha lei e profanam minhas ofertas sagradas; não fazem distinção entre o sagrado e o comum; ensinam que não existe nenhuma diferença entre o puro e o impuro; e fecham os olhos quanto à guarda dos meus sábados, de maneira que sou desonrado no meio deles. 27 Seus oficiais são como lobos que despedaçam suas presas; derramam sangue e matam gente para obter ganhos injustos. 28 Seus profetas disfarçam esses feitos enganando o povo com visões falsas e adivinhações mentirosas. Dizem: ‘Assim diz o Soberano, o SENHOR’, quando o SENHOR não falou. 29 O povo da terra pratica extorsão e comete roubos; oprime os pobres e os necessitados e maltrata os estrangeiros, negando-lhes justiça. 30 “Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum. 31 Por isso derramarei a minha ira sobre eles e os consumirei com o meu grande furor; sofrerão as conseqüências de tudo o que fizeram. Palavra do Soberano, o SENHOR”.
Nesta passagem, Deus fala sobre o pecado que havia dominado todos os níveis da nação... os profetas, os príncipes, os sacerdotes, e por fim, todo o povo haviam se corrompido.

Então, nos v.31-31, Deus desabafa: “Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum. 31 Por isso derramarei a minha ira sobre eles e os consumirei com o meu grande furor; sofrerão as conseqüências de tudo o que fizeram. Palavra do Soberano, o SENHOR”.

Que declaração chocante! Deus buscou um (apenas um!) homem que intercedesse por aquela gente... como não encontrou, Ele teve que descarregar Seu juízo sobre o povo.
Hudson Taylor, soube dessa busca de Deus e fez o compromisso de interceder. Ele declarou: “Durante mais de quarenta anos, o sol nunca se levantou na China, sem me encontrar de joelhos, em oração”.

Outra passagem muito forte é Is 59.12-16: “12 Sim, pois são muitas as nossas transgressões diante de ti, e os nossos pecados testemunham contra nós. As nossas transgressões estão sempre conosco, e reconhecemos as nossas iniqüidades: 13 rebelar-nos contra o Senhor e traí-lo, deixar de seguir o nosso Deus, fomentar a opressão e a revolta, proferir as mentiras que os nossos corações conceberam. 14 Assim a justiça retrocede, e a retidão fica à distância, pois a verdade caiu na praça e a honestidade não consegue entrar. 15 Não se acha a verdade em parte alguma, e quem evita o mal é vítima de saque. Olhou o Senhor e indignou-se com a falta de justiça. 16 Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedeu; então o seu braço lhe trouxe livramento e a sua justiça deu-lhe apoio”.
Esse texto revela que o errado era tratado como sendo o correto naqueles dias (e a coisa não mudou muito...), e termina descrevendo a reação de Deus, no v.16: “Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedeu”.

Estas duas passagens (Ez 22 e Is 59) nos mostram com clareza, como Deus precisa de intercessores para abençoar vidas, e como é frustrante para Ele, em muitas ocasiões, quando os intercessores não são encontrados.

...havendo considerado os pontos básicos, importa agora, conhecermos o maior de todos os intercessores: Jesus
Jesus foi e continua sendo o maior de todos os intercessores... Ele se apresentou diante do Pai, em nosso lugar, e fez isto não apenas com palavras e orações, mas com o próprio sangue.

Jesus, enquanto estava vivendo na terra, praticou muita oração, especialmente intercessão.

Na Bíblia, nós encontramos Jesus, por exemplo, chorando sobre Jerusalém. Em Lc 19.41, lemos isto: “Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela”.

Em Jo 17, lemos de Jesus intercedendo intensamente pelos discípulos que haveriam de passar por muita tribulação.

Mas o ponto alto da intercessão de Jesus teve lugar na cruz, quando Ele, literalmente, ofereceu a Sua vida em favor da nossa... e até hoje, Jesus continua no ministério de intercessão!
Lemos em Hb 7.24-25: “...visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. 25 Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles”.

Falando profeticamente, Isaías anunciou: “ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu” (Is 53.12).

Com Jesus, aprendemos algumas verdades muito importantes sobre o Ministério de Intercessão.
Jesus é o nosso principal modelo em tudo... no que diz respeito ao Ministério da Intercessão, a vida de Jesus nos ensina vários princípios:

1- A INTERCESSÃO REQUER UM ENVOLVIMENTO DE CORAÇÃO

Jesus não se apresentava friamente diante de Deus para pedir por outros... Ele envolvia o coração nisso.
Em Jo 11.35-36, nós lemos de Jesus derramando lágrimas pelos que sofrem, está escrito: “Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: “Vejam como ele o amava!”

Em Mc 8.2, Jesus foi movido de íntima compaixão pela multidão; lemos isto: “Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer”.
Em Jo 17.1-26, Jesus orou de maneira emocionada pelos discípulos!
Juan Bunyan dizia: "as melhores orações tem muitas vezes mais gemidos que palavras".

John Knox fez, apaixonadamente, fazia a seguinte oração: "Ó Deus, dá-me a Escócia ou eu morrerei!".

O intercessor não pode ser como aquele menino que, num dia de pique-nique na praia, viu a mãe, que tudo preparara com cuidados especiais, entrando na água, e que instantes depois, começou a se afogar. Então, o filhinho que brincava na areia, ouvindo os gritos de socorro da mãe, andou uns passos para perto do pai, que estava distraído com algumas coisas e falou: “Papai, mamãe está lá na praia. Eu acho que ela está se afogando”. O homem largou as coisas que estava fazendo, deu um salto, saiu a toda pressa a fim de resgatar a esposa...

Muitas vezes, clamamos ao Senhor com a calma daquele menino, oramos sem pressa, sem urgência nenhuma, sem coração.

Quem vai compor o Ministério de Intercessão precisa envolver o coração nesse ministério. Te que ser como Jesus!

...o próximo princípio é esse:

A INTERCESSÃO PROFUNDA EXIGE SENSIBILIDADE À VOZ DE DEUS

Muitas vezes, para um intercessão profunda, precisamos conhecer a intimidade de Deus.
Quando Jesus alertou a Pedro sobre as lutas que ele teria que passar, Suas palavras foram (Lc 22.31-32): “Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. 32 Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos”.

Note que Jesus havia recebido uma revelação do Pai, ficou sabendo o que estava para acontecer e já havia orado por Pedro.

Essa qualidade é muito importante na vida de um intercessor: ele precisa estar em sintonia com o Espírito Santo... muitas vezes o intercessor vai orar antes que os fatos aconteçam, e com sua oração, evitará tragédias e conquistará bênçãos!

Então, o intercessor precisa ser sensível à voz de Deus.
Você deve se preparar para ouvir a voz de Deus... todos os crentes querem ouvir a voz de Deus, mas Deus não vai falar mais alto que a televisão, Deus não vai falar mais alto que as suas músicas...
Outro dia eu li isto: "Deus fala não com os que têm orelhas, mas com os que têm ouvidos".

Mas tem havido mais orelhas do que ouvidos na igreja... lemos na Bíblia que Samuel disse ao Senhor: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve". Mas hoje, a igreja parece estar dizendo: "Ouça, Senhor, porque o teu povo fala".

Você precisa ter ouvidos para ouvir o que o Espírito diz à Igreja... seja sensível à voz de Deus!

...da vida de Jesus aprendemos ainda este princípio:

A INTERCESSÃO NÃO LEVA EM CONTA O MÉRITO DO SEU OBJETO

O objeto da intercessão pode ser desprezível.... você pode interceder por um rebelde, por vilão, por um criminoso, não importa.
Da cruz do Calvário, no seu maior sofrimento e humilhação, Jesus fez uma oração por aqueles que O estavam matando. A oração de Jesus foi (Lc 23.34): “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”.

Isso revela um coração movido pelo amor... apesar da maldade, da crueldade, o intercessor clama a benção de Deus... Ali na cruz, banhado em sangue, foi o que Jesus fez!

...e, finalmente, há também o seguinte princípio:

A INTERCESSÃO DEVE SER UM ESTILO DE VIDA

Em Hb 2.17, Jesus é apresentado como nosso Sumo Sacerdote: “...sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus”.
Isto significa que, como Sacerdote, Jesus permanece diante do Pai em intercessão por nós.

Isto é muito significativo porque, nós também somos designados como sacerdotes – em 1Pe 2.9 lemos que somos “sacerdócio real” – ou seja, todo crente tem uma responsabilidade sacerdotal.

Quer significa isso? Significa que temos a obrigação de trazer a verdade de Deus aos homens e levar as necessidades dos homens a Deus... essa é a função básica de um sacerdote.

O sacerdote vive para isto, é o seu estilo de vida: representar Deus diante do povo e o povo diante de Deus.  

Se o sacerdote deixa de fazer isso, ele está pecando, como declarou o sacerdote e profeta Samuel: “E longe de mim esteja pecar contra o SENHOR, deixando de orar por vocês. Também lhes ensinarei o caminho que é bom e direito” (1Sm 12.23).

E tal consciência era tão forte na vida de Jesus, que nós sempre lemos dEle nos Evangelhos, buscando um lugar de oração, apesar de sua vida cheia de compromissos.

Os discípulos, compreenderam a importância disto. Pedro declarou: “...nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra”.
"Em Atos 2, os crentes oraram 10 dias; a seguir, Pedro pregou 10 minutos e 3 mil pessoas foram salvas. Hoje, as igrejas oram 10 minutos, pregam 10 dias, e três pessoas são salvas".

Ministração
Deseja ser usado ou abençoado sobrenaturalmente pela intercessão?
Esteja aberto para receber revelação de Deus para orar por alguém (mas antes, quero orar por você).
Momento de ministração individual.

Momento de intercessão, lembrando que a intercessão requer um envolvimento de coração.


sábado, 8 de novembro de 2014

Como deve ser a escolha de um intercessor para o Ministério de Intercessão

Os intercessores deverão ser escolhidos pelo coordenador do evento, entre as pessoas das equipes de intercessão dos grupos de oração com vivência no ministério e indicadas pelo coordenador dos seus grupos. A intercessão nos eventos deve ser feita 
por pessoas ministeriadas, podendo também ser discernidas pessoas que atuam em outros ministérios e que se sintam chamadas a servir no evento2 , mas quem ficará na coordenação da intercessão deverá ser alguém do próprio ministério. Retiros e grandes eventos não devem ser o momento para “testar” ou “treinar” neófitos.

Há critérios humanos que também auxiliam na escolha da pessoa, tais como:

 Ser madura na fé, buscando uma vida de oração pessoal diária;
 Ter vida sacramental (confissão e eucaristia);
 Ser sigilosa, discreta e que busque a humildade espiritual;
 Assídua ao grupo de oração e ao ministério;
 Obediente e submissa às coordenações;

Os intercessores escolhidos, ao aceitarem a missão, deverão começar a orar pelo evento a partir do momento que tomarem conhecimento dele. A intercessão estará orando, pelos pregadores, pelos músicos e por todas as situações pedidas pela coordenação.
Os intercessores deverão participar das reuniões de organização do evento, e também fazer reuniões de intercessão pelos encaminhamentos e dificuldades que forem surgindo. Poderão ser marcados dias de jejum, adoração, e tudo o que o Espírito Santo 
suscitar. Durante o evento, os organizadores devem oferecer um local, sala ou capela, onde o Santíssimo Sacramento fique exposto (com a permissão da autoridade eclesiástica), para a intercessão. Importante lembrar que uma vez que Jesus Eucarístico estiver 
exposto, deve-se fazer um revezamento, uma vez que Ele não pode ficar sozinho. Não sendo possível uma capela ou a disponibilidade do Santíssimo (que fique num lugar de respeito e reverência preparado para Ele), deve-se arrumar um local propício para a oração dos intercessores.
O local da intercessão deve ser reservado, não devendo entrar quem não seja do 
ministério. O ideal é ter uma sala para adoração com o Santíssimo exposto, e outra para as reuniões da intercessão, uma vez que os pregadores, sacerdotes, músicos e outros servos gostam de ficar diante do Santíssimo antes de ministrar.
Para o caso de eventos abertos (sem pernoite), poderá haver escala para a equipe de intercessão, tendo um número suficiente de intercessores para que haja revezamento entre eles, dando sempre assim a oportunidade que todos participem um pouco do evento, ouçam algumas palestras, e vejam como está a assembléia e as equipes. Para retiros fechados (com pernoite), a intercessão deverá permanecer na casa de retiro durante todo o encontro.
O número de intercessores vai depender do tamanho do encontro (nunca menos que três pessoas) e se ele será com cala/revezamento de intercessores. Durante os eventos, geralmente, a equipe de intercessão se reunirá, para orar na capela (ou local designado) durante as dinâmicas e nos intervalos, mas deve voltar à 
assembléia nas horas dos ensinos/palestras, pois isso ajuda a colocá-los a par do que está acontecendo. Nesses momentos a intercessão continua no coração; a oração interior na assembléia atinge o “coração” do Senhor que sabe quem está orando pelo encontro. A intercessão também poderá, durante o encontro, ser chamada pela coordenação para se reunir quando em casos extraordinários.

Desenvolvimento da reunião da intercessão

Os membros da equipe de intercessão devem preparar-se no período que anteceder o evento, por alguma forma de jejum, confissão, reza do terço, etc. No início do evento sugere-se que se faça a oração de São Miguel Arcanjo, o Magnificat (Lc 1,46-55), a armadura do Cristão (Ef 6,10-17), pedir o dom da humildade (2 
Cor 10,4-5), a proteção do sangue de Jesus sobre todos os servos, suas casas, famílias, trabalhos, etc. (1 Pd 1,18-19; Rm 5,9) e toda oração deverá ser sempre feita em nome de Jesus (Fl 2,9-10). Ressaltamos, contudo que essas orações não são “fórmulas mágicas” e que só terão eficácia se todos os intercessores estiverem abertos e sendo movidos pelo Espírito Santo de Deus. Recomenda-se também pedir a proteção de Maria Santíssima como mãe e 
intercessora junto a Jesus e a proteção de todos os anjos e santos de Deus. Faz-se então um breve momento de oração de perdão individual e oram-se uns pelos outros, para que todos sejam um canal sem obstruções. Depois dessas orações iniciais faz-se um grande louvor, ora-se em línguas com manifestação dos carismas (dom do discernimento, palavra de sabedoria palavra de ciência, visualizações, etc.), que devem ser utilizados durante toda a extensão da reunião. Cuidado com pessoas que utilizarem a intercessão para se servirem de Deus ao invés de servirem a Deus e que queiram monopolizar ou impor seu discernimento aos 
demais! Quando várias pessoas se unem num só espírito e num só coração, há ordem e harmonia e a eficácia da intercessão se faz sentir conforme o equilíbrio que a reunião for sendo conduzida.
Exerce-se a intercessão profética e de concórdia . A palavra de ciência e de sabedoria ajudará a orar pelas situações que forem surgindo. Para isso é preciso fazer silêncio e escuta depois do momento de louvor ou da oração em línguas. As orações da 
equipe de intercessão deverão ser inspiradas no poder do Espírito Santo, usando de todos os dons necessários às realidades.
A Bíblia deve ser usada como referência para a oração e para algumas confirmações na Sagrada Escritura, quanto aos discernimentos. Uma pessoa da intercessão deve passar (de forma escrita) sempre para a coordenação do evento a moção do que o Senhor estiver falando para o evento: 
palavras proféticas, de sabedoria, visualizações, confirmações bíblicas, etc., que auxiliarão na condução e na confirmação do que o Senhor está fazendo no meio do povo. Após a escuta e o discernimento entre os intercessores, deverá ser escrito e 
passado para a coordenação geral a moção principal de forma coerente, concisa, objetiva, e sem sentimentalismo, este momento de intercessão. Havendo palavras de confirmação na sagrada escritura, ao se passar para o papel, deve se escrever algumas palavras/frases que sintetizem o que o Senhor está querendo dizer através delas. O dom do discernimento deverá ser bem utilizado, e deve se ter cuidado com o uso excessivo de confirmações na Bíblia.
Poderá também haver uma caixa de intenções e pedidos que serão orados pelos intercessores (sem a necessidade de leitura), com imposição das mãos, e caso haja missa no evento, levar para a mesma. No momento da missa os intercessores devem participar dela. A missa é a maior intercessão existente, pois é memorial da Paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ao final do evento/retiro a intercessão deve terminar com louvores e orações de ação de graças, crendo que todas as orações já chegaram Diante do trono e pode pedir ao Senhor palavras (proféticas, na sagrada escritura, etc.) que dêem o encerramento do 
encontro. Os intercessores devem também colocar aos pés da cruz de Jesus todas as dificuldades, fardos e situações que foram apresentadas naquele (s) dia (s). O intercessor não leva o fardo dos outros para casa. Equipe de Intercessão e Equipe de Cura
A Equipe de Intercessão não tem a finalidade de atender pessoas e orar por cura e libertação individual nos eventos. Essa função deve caber a uma equipe específica para o ministério de oração por cura e libertação. Ao ministério de intercessão cabe interceder pelas pessoas que estão participando do encontro e pelas equipes de serviço (acolhida, bem estar, música, pregação, coordenação geral, cura e libertação). O ministério de oração por cura e libertação pode encaminhar os nomes de casos específicos que estiverem sendo atendidos para se interceder. O intercessor pode atuar em outros ministérios, contudo para um evento é ideal que uma vez designado para a intercessão ele não assuma outros serviços no mesmo.
É importante que todos os ministérios atuem como um corpo que deve estar em sintonia num evento assim como no grupo de oração (cf. 1 Cor 12,12-30). Portanto, todos os ministérios devem atuar em unidade (ministerialidade orgânica) para que os frutos sejam colhidos nos eventos.


Caminhos de santidade do servo no Grupo de Oração

As apostilas número 04 e 05 do Módulo Básico de Formação da RCC trazem à reflexão o tema da Santidade e apresentam uma visão geral dos passos que ajudam a nossa caminhada nesta direção.
Fundamentalmente, porém, todos os passos e todos os caminhos nos levam para os ensinamentos e os exemplos de Jesus.
Jesus nos ensina que devemos amar a Deus em primeiro lugar, e a nós mesmos e ao próximo como consequência do nosso amor a Deus. Em outras palavras, Jesus nos ensina que para sermos santos devemos ter relacionamentos saudáveis com Deus, conosco mesmos e com o próximo. Ter um relacionamento saudável com Deus é reconhecê-lo como o "EU SOU", o único Senhor de nossas vidas, é desejar acima de tudo cumprir com a sua vontade, é ter consciência de que a nossa vida, nós a vivemos sob o olhar de Deus, na Sua presença e que estamos continuamente, em todos os lugares por onde andamos, pisando em solo santo porque o amor de Deus nos precede na nossa caminhada. Por isso, temos reverência perante a presença de Deus e O amamos e O servimos de todo coração.
As pessoas que nos rodeiam, da nossa família, do nosso Grupo de Oração, precisam ser edificadas e motivadas ao constatarem a maneira como nos relacionamos com Deus. Aquele que é verdadeiramente temente a Deus é mais feliz do que os outros, porque cumpre com a vontade de Deus a seu respeito. "E agora, ó Israel, o que pede a ti o Senhor, teu Deus, senão que O temas, andando nos Seus caminhos, amando-O e servindo-O de todo o teu coração e de toda a tua alma, observando os mandamentos do Senhor e Suas leis, que hoje te prescrevo, para que sejas feliz?" (Dt 10, 12-13). Só é verdadeiramente feliz e só tem a verdadeira paz quem coloca Deus em primeiro lugar, em tudo procurando agradá-Io, procurando fazer bem todas as coisas, como zelo, com amor, com alegria, porque é para o Senhor. Pessoas que vivem assim motivam as outras, são sinal de esperança e fonte de motivação.
Jesus também nos ensina a termos um relacionamento saudável conosco mesmo, isto é, termos consciência de quem nós realmente somos: filhos de Deus, dignos, resgatados, lavados no sangue de Jesus, capacitados pelo Espírito Santo para viver uma vida nova. O nosso passado é passado, quem é filho de Deus vive o hoje, o tempo da graça, o tempo da conversão, o tempo de começar tudo de novo e viver a vida com uma nova unção. Quem é filho de Deus cuida de seu espírito, cuida de sua alma e respeita o seu corpo.
É na oração pessoal, na leitura da Palavra de Deus, na Eucaristia que nós vamos aprendendo a acolher a nossa verdadeira imagem, a nossa verdadeira identidade. Quando temos comunhão com Deus caem as máscaras, o que é oculto se torna manifesto, a nossa tibieza se transforma em fortaleza, o nosso pecado em arrependimento, as nossas dúvidas em segurança e certeza.
Aquele que quer adquirir a verdadeira semelhança com Deus, que quer ser reconhecido como filho Seu, precisa ficar na companhia de Deus e se deixar moldar por Ele.
E, finalmente, para sermos servos santos na vida e no Grupo de Oração precisamos ter um bom relacionamento com os outros. Neste sentido, Jesus já nos deu um caminho bem prático e bem simples. Ele nos ensinou: "O que quereis que os homens vos façam fazei-o também a eles." (Lc 6, 31). Tudo na nossa vida começa com uma decisão e uma vontade.
Nós podemos decidir que vamos fazer como Jesus nos ensinou e começamos a agir dessa maneira. Uma decisão tomada e reafirmada a cada situação com a qual nos deparamos se torna um comportamento.
Sempre ouvimos dizer que o perdão não é sentimento, é decisão. Assim também o amor é uma decisão. Jesus sabe que ás vezes as pessoas nos tratam de um modo que é impossível "sentir" amor por elas, por isso Ele nos ensina a "agir" com amor em relação a elas, fazendo um esforço consciente para perdoá-Ias, para servi-Ias, para acolhê-Ias e aceitá-Ias como são.
O nosso coração não é misericordioso e compassivo como o de Jesus, mas através da vida de oração, da escuta de Deus, da frequência aos sacramentos, nós vamos nos moldando ao coração de Jesus e passamos a sentir mais como Ele e menos como nós. Quando entendemos que o nosso próximo é pecador como nós e tem as suas dificuldades, os seus conflitos também, fica mais fácil amá-lo.
O verdadeiro servo se antecipa aos acontecimentos clamando pelo Espírito Santo a fim de agir de forma santa nos seus relacionamentos e no seu viver diário.
A santidade é uma meta a ser alcançada, mas ela é feita de pequenos passos, de atitudes e decisões que vamos tomando no dia a dia. Vivendo com amor e com perfeição cada minuto de nossa vida, vai tornar toda a nossa vida santa, pois a cada momento e diante de cada acontecimento podemos fazer uma nova e eterna aliança com Deus

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O que é o Grupo de Oração?

O Grupo de Oração é a célula fundamental da Renovação Carismática Católica; é o lugar da expectativa e, ao mesmo tempo, da realização da promessa perene de Deus; é cenáculo de Pentecostes dos dias atuais, onde juntamente com Maria nos reunimos em humildade e unânime oração, para que se cumpra a promessa feita tanto para os homens de ontem, quanto para os de hoje: “... acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo” (Joel 3,1a).
O Grupo de Oração da RCC é uma comunidade carismática presente numa diocese, paróquia, capela, colégio, universidade, presídio, empresa, fazenda, condomínio, residência, etc., que cultiva a oração, a partilha, e todos os outros aspectos da vivência do Evangelho, a partir da experiência do batismo no Espírito Santo. Tem na reunião de oração sua expressão principal de evangelização querigmática e que, conforme sua especificidade e mantendo sua identidade, se insere no conjunto de comunhão, participação, obediência e serviço. Pessoas engajadas na RCC, líderes e servos – através de encontros, orações e formação – buscam “fazer acontecer um processo poderoso de renovação espiritual, que transforma a vida pessoal do cristão e todos os seus relacionamentos com Deus, com a família, com a Igreja e a comunidade”¹.
“O objetivo do Grupo de Oração é levar os participantes a experimentar o pentecostes pessoal, a crescer e chegar à maturidade da vida cristã plena do Espírito, segundo os desejos de Jesus: ‘Eu vim para que as ovelhas tenham vida e a tenham em abundância’ (Jo 10,10b)”². Nesse sentido, caracteriza-se por três momentos distintos, porém interdependentes: núcleo de serviço, reunião de oração e grupo de perseverança.

O que um intercessor precisa ver

O intercessor é um profeta chamado a arrancar, pelo poder da oração, os adeptos da sinagoga de satanás e levá-los à presença de Deus (cf. Apoc. 3,9), afinal, tudo pode ser mudado pelo poder da oração. O intercessor com visão ampliada não impõe barreiras para a ação de Deus, ao contrário, com uma oração ousada, enfrenta situações humanamente impossíveis e as vence por seu ministério pessoal. O intercessor que vê o mundo com visão ampliada tem a sensibilidade mais aguçada. Ele consegue perceber com mais transparência as oportunidades do presente, visualiza com clareza as tendências do futuro e as soluções de Deus.
No segundo livro dos Reis, o profeta Elizeu pede a Deus para dar a capacidade de ver ao seu servo que, apesar de ser piedoso e andar com um homem de Deus, sofria do mal da cegueira espiritual. Quando viu a multidão de soldados inimigos cercando a cidade para matá-los, desesperou-se, e gritou para o profeta, “Ai meu senhor! que vamos fazer agora?”. Eliseu um homem de grande visão, disse: “Não temas, os que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles. Eliseu orou dizendo: “Senhor, abri-lhe os olhos para que veja. O Senhor abriu os olhos do servo, e este viu o monte cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu”. (II Reis 6, 15-17).
Muitas vezes nos assemelhamos ao servo de Eliseu. A nossa visão está fisicamente restringida ao limite que os nossos olhos alcançam e para superarmos esse limite necessitamos utilizar a dimensão espiritual para ver com olhos espirituais. Para ver as soluções de Deus é preciso ter uma visão além dos limites físicos. Muitas das dificuldades que passamos são procedentes da falta da visão espiritual, porque desconhecemos esta capacidade de ver. Isso ocorre pelo fato de habitarmos em um mundo material, no entanto, além de sermos naturais somos também espirituais. E o espírito, assim como a carne, também tem uma visão, só que uma visão espiritual. Então é preciso que aprendamos a diferenciá-la e usá-la com mais assiduidade. Quando nos disciplinamos em cuidar do nosso espírito através da oração constante, ele interage continuamente com o Espírito de Deus e assim somos por Ele guiados. “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão” (Jo. 16,13).
O intercessor de visão ampliada profetiza vida para o povo caído, machucado, desanimado, morto pelo pecado (cf. Ez 37, 1-14). Deus fará até onde conseguirmos enxergar com os olhos da fé. O intercessor com visão ampliada sabe reconhecer quais os valores essenciais que não podem faltar na obra do Senhor.  Quando se tem visão, mesmo quando não se vê o todo, percebe-se se cada ação, se cada atitude está de acordo com o resultado final esperado.  É preciso ver o todo. Ver além do que está à nossa frente.
O ministério de intercessão é o ministério da vitória e o intercessor que tem visão espiritual se torna ministro de libertação, pois através da oração de intercessão, feita com misericórdia e autoridade, enxerga o mover da mão de Deus nas situações, nas causas, na vida das pessoas pelas quais está orando (cf. Jn 3, 5-10).
Meu irmão, minha irmã, Deus quer lhe dar visão espiritual. Deus quer lhe dar discernimento e sabedoria. Assim como Eliseu clamou pelo seu servo, você pode clamar a Jesus que interceda a seu favor para que o Pai abra os seus olhos espirituais e lhe conceda os carismas do Espírito Santo.
Somos chamados por Deus a semear a Cultura de Pentecostes e a exercer o nosso ministério na RCC com combatividade profética, por isso é imprescindível exercê-lo com profetismo, com coragem e com a maturidade espiritual que devemos alcançar na oração para podermos interceder mais e melhor.  Somente assim, poderemos ter a nossa visão ampliada para entendermos o que o Espírito Santo está falando nestes tempos para a Igreja.
Para praticar: Sugerimos que nas reuniões e nas formações deste mês, seja disponibilizado um momento de oração para que se faça a oração de Eliseu pelo seu servo. Incentivar que um intercessor ore pelo outro pedindo ao Senhor a capacidade de ver.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Origem do cerco de Jericó


  Tudo começou na Polônia, quando para obter uma vitória certa, alguns piedosos poloneses organizaram em seu país aquilo a que chamaram de Cerco de Jericó.
          O Santo Padre devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de santo Estanislau, Bispo de Cracóvia. Em fins de novembro de 1978, 7 (sete) semanas depois do Conclave que havia eleito João Paulo II, a Rainha Vitoriosa do Santo Rosário, Maria Santíssima deu uma mensagem precisa a uma alma privilegiada da Polônia, onde dizia: "Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora, um Congresso do Rosário: 7 dias e 6 noites de rosários consecutivos, diante do Santíssimo Sacramento exposto".
          O Cerco de Jericó consiste num incessante "assalto" de rosários, durante 7 dias e 6 noites, rezados diante do SANTÍSSIMO SACRAMENTO exposto.
           Por que o Cerco de Jericó?
           No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus escolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o rio Jordão com todo o povo e tomasse posse da Terra Prometida. Ora, a cidade de Jericó era uma fortaleza inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas.
Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante 6 dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No 7º dia deram 7 voltas. Durante a 7ª volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus as muralhas de Jericó caíram...
No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado.
Ele respondeu: ‘É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.’
Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czastochowa e presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome ‘congresso’, para maior facilidade na sua organização.
          Como esse ‘assalto’ de rosários devia durar sete dias, e, tal como em Jericó, tinha-se certeza da vitória, deu-se-lhe o nome de Cerco de Jericó.
          O Padre diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos da visita do Santo Padre. Dizia ele: ‘seria melhor em abril’.
          ‘Mas a Rainha do Céu deu ordens para que se organizassem esses rosários permanentes na primeira semana de maio’, respondeu o Sr. Anatol.
          O Padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações.
          A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria.
           Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o ‘assalto’ de rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram ‘as muralhas de Jericó’. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho.
Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o ‘seu’ Santo Padre, numa alegria indescritível!
           No dia 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo o Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos em Blonic Kraskokic. Foi a apoteose!
           Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica.
           ‘O Rosário tem um poder de exorcismo’, dizem os nossos amigos da Polônia, ‘ele torna o demônio impotente’.
            Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável ‘assalto’ de rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de satanás se abatiam diante do poder da Ave-Maria.
           Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora os Cercos de Jericó.
           A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: ‘Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo’.
           Nossa Senhora não pede, mas ordena que se organizem os rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se quizermos ter a certeza da Vitória.